8M: Coletivos de mulheres na restauração

No mês em que celebramos o Dia Internacional da Mulher (8 de março), destacamos a força e a organização dos coletivos de mulheres que compõem o Pacto pela restauração da Mata Atlântica. Restaurar o bioma não é apenas um desafio técnico ou ecológico; é um processo social que exige diversidade, equidade e valorização da presença das mulheres em todos os lugares.

Para entender como essas redes estão moldando o futuro – e o presente – da restauração, conversamos com os coletivos membros do Pacto Rede Nativas e a Rede Mulher Florestal. Confira os detalhes dessa atuação essencial:

Rede Nativas – Mulheres na Restauração Ecológica

A Rede Nativas é um coletivo que compreende o evento da SOBRE (Sociedade Brasileira de Restauração Ecológica), em julho de 2024, como o marco inicial de sua jornada. A rede nasceu com a missão de promover a equidade de gênero e o protagonismo das mulheres na restauração ecológica. Sua estratégia baseia-se em quatro pilares fundamentais: acolhimento, escuta, capacitação e a construção de uma rede colaborativa de apoio e articulação técnica.

Caminhando para celebrar dois anos de fundação em julho de 2026, a Rede Nativas enfrenta o desafio da institucionalização formal. No entanto, já opera com uma governança robusta, composta por uma diretoria e sete grupos de trabalho (GTs), garantindo que as decisões sejam tomadas de forma colaborativa.

“A pauta de gênero, especialmente em suas intersecções de raça, sexualidade e identidade, ainda é um desafio nos diversos ambientes da restauração. Essa complexidade é, justamente, a centelha que motiva nossa existência”, afirma o coletivo.

Como participar?

  • Troca de Conhecimento: Mulheres podem participar gratuitamente de grupos de WhatsApp para intercâmbio de experiências técnicas e científicas.

  • Voluntariado: Para quem deseja uma atuação mais profunda, a rede abre processos seletivos para voluntárias (maiores de 18 anos) nos seus grupos de trabalho.

Rede Mulher Florestal

Fundada em 2018 como uma organização da sociedade civil, a Rede Mulher Florestal (RMF) é uma entidade pioneira na promoção da equidade de gênero no setor florestal brasileiro, conectando pessoas e empresas em prol da sustentabilidade. A missão da RMF é discutir gênero promovendo o respeito à diversidade e a igualdade de oportunidades. O objetivo macro é transformar o setor florestal em um ambiente com diversidade real, onde as intersecções entre florestas, clima e sustentabilidade sejam pautadas pela equidade.

Atuar em um setor majoritariamente masculino impõe desafios complexos. A RMF destaca a necessidade de uma comunicação institucional cuidadosa para evitar distorções em temas como feminismo e diversidade (DE&I). Entre suas frentes de batalha estão:

  • Letramento de gênero: Educar organizações do setor sobre a temática.

  • Ferramentas e Indicadores: Dialogar sobre métricas que ajudem a identificar o que facilita ou dificulta o avanço feminino em cargos de liderança.

  • Referência Técnica: Garantir que mulheres ocupem espaços em eventos e posições profissionais baseadas em sua competência, combatendo o viés de gênero.

Como se associar?

A RMF é uma associação de pessoas físicas e jurídicas. Os interessados podem se associar através do formulário no site redemulherflorestal.org. Associadas têm acesso a Grupos de Trabalho, comitês específicos, formações e uma poderosa rede de contatos.

Um Futuro em Rede

O fortalecimento da Rede Nativas e da Rede Mulher Florestal dentro do ecossistema do Pacto demonstra que a restauração da Mata Atlântica ganha em escala justiça social com a presença das mulheres. Convidamos todos os nossos membros e parceiros a conhecerem, apoiarem e se engajarem com esses coletivos.

Close Bitnami banner
Bitnami